Muitas pessoas adultas com TDAH carregam um histórico de frustrações e críticas, o que pode impactar diretamente sua autoestima. Desde a infância, podem ter sido rotuladas como “desorganizadas”, “preguiçosas” ou “distraídas”, o que gera um sentimento de inadequação e autocrítica intensa. Esse ciclo de cobranças internas pode levar a uma visão negativa de si mesmas, reforçando a crença de que não são capazes de atingir seus objetivos.
A autocrítica excessiva no TDAH muitas vezes surge porque a pessoa compara seu desempenho com padrões neurotípicos, sem considerar suas dificuldades específicas. Esquecer compromissos, ter dificuldades com prazos ou sentir-se constantemente sobrecarregado pode gerar culpa e frustração, intensificando o sentimento de fracasso.
No entanto, é possível ressignificar essa visão por meio da terapia, que auxilia na reconstrução da autoestima, ajudando o paciente a diferenciar suas dificuldades reais dos rótulos e crenças internalizadas ao longo da vida. Estratégias como a reestruturação cognitiva permitem desafiar pensamentos autodepreciativos, enquanto técnicas de organização e planejamento podem reduzir a sensação de caos e falta de controle.
Além disso, é fundamental reconhecer e valorizar os pontos fortes. Pessoas com TDAH frequentemente possuem criatividade, pensamento inovador e grande capacidade de hiperfoco quando engajadas em algo significativo. Identificar e utilizar essas habilidades a seu favor contribui para o fortalecimento da confiança e do bem-estar emocional.
Se precisar de apoio, estamos à disposição para acompanhá-lo nessa jornada.



